Page copy protected against web site content infringement by Copyscape

sexta-feira, abril 21

Dei Gargalhadas boas hoje. Boas mesmo, tragicômicas do tipo "se não fosse comigo, eu riria.. opa! Já estou rindo."
Acho que as lembranças "moleculares" estavam no ar, hoje. Primeiro foi o
texto no mesa de centro . Depois, uma carta. Bom, vou ter que contextualizar...
Depois de prestar dez vestibulares, e começar três cursos (farmácia, ciências moleculares, artes plásticas), eu estou na graduação em matemática, com intenções boas e comportadas, comuns, nada esquisitas, tentando ser o mais normal que eu consigo. Hoje, minha mãe me chamou: "Anna, tem uma carta da universidade pra você". Ainda estou rindo do que li quando abri.

Em primeiro lugar, gostaria de felicitá-lo e isso e aquilo, blabla (...) A nossa universidade possui um programa blabla (...) Blablabla processo seletivo, blabla vinte alunos, blabla desafio, bla bla base científica sólida, blabla está no 14° ano. blabla formação diferenciada... bla bla bla bla!!!!!

Te lembra alguma coisa ?
E pra fechar com chave de ouro:

Venha conversar com o coordenador e com os professores das disciplinas para obter maiores informações. O encontro será sexta-feira, dia 05 de maio, no Auditório (...), às 12:30 hs.
Será coincidência?
É claro, eu vou ao evento, nem que seja só pra rir mais um pouco.
Ai, meus sais.

terça-feira, abril 11

NORTE



O céu
á beira-mar, depois de um dia de chuva, é uma das coisas mais lindas que já experimentei. Vista através das nuvens que antes faziam o céu escuro e pesado, a luz do Sol tem muito mais beleza. As nuvens remanescentes, antes de deixarem o céu livre, formam uma composição surpreendente. A cada vez que se presta atenção, elas já estão numa nova disposição, varridas pelo vendo que sopra do mar. O mesmo vento que limpa e clareia o céu, mostrando enfim o Sol.
Sinto-me assim agora: sinto-me EU, Anna, feliz. Ainda posso ver as nuvens que escureciam o meu céu, vejo elas tornarem o espetáculo do Sol mais interessante e belo. Vejo mais céu que nunvens, sei onde o Sol nasce novamente. Sei qual é o minha direção, ao menos por hoje, antes que este dia chegue ao fim.

quinta-feira, abril 6

AMOR PLATÔNICO

Respeitada e usada pelas ciências naturais, a Matemática não é uma. Seu objeto de estudo não pode ser encontrado na matéria, simles assim. Isso é o que sempre me fascinou, foi assim que me apaixonei por ela (às vezes, tão ingrata...).
Lembro com carinho da primeira definição que me "entrou na cabeça". A circunferência: lugar geométrico dos pontos equidistantes de um ponto determinado.
Foi como mágica, todo o resto perdeu a importância: expressão para a área, comprimento, 360 graus, o diâmetro é o dobro do raio.... Excessos desnecessários. "Lugar geométrico dos pontos equidistantes de um ponto determinado" e lá está a cirunferência: linda e inacessível.
Pegue um compasso, gire e desenhe a sua. Não terá mais do que uma representação imperfeita. As definições fazem isso: mantém a beleza no lugar dela, lonje da pobreza da matéria. Claro, a representação guarda isomorfismos com a circunferência. Na verdade, tantos são, que frequentemente se toma por circunferência aquela mancha de grafite produzida pelo compasso.
Mas de verdade, onde está a circunferência?
Veja que quem está pensando na nela agora, nesse instante, sou eu, com meu cérebro e seus neurônios, feitos de átomos. Então... a circunferência é material? Ou é esse só mais um isomorfismo? Se sim, então onde está a circunferência? O que estou estudando, meu próprio pensamento?
Não pode ser, a circunferência existe. Se ela existe e não é matéria, é o quê? Alguma coisa ela tem que ser, porque que ela existe, eu sei. Não me peça pra explicar, eu apenas sei. Sei e não sei ao mesmo tempo: fascinação.

segunda-feira, abril 3

COMUNICADO
Comunico a todos que estirei alguns ligamentos da mão e não vou poder escrever por um tempo. Não que eu escrevesse assim tanto... Sem mais no momento, que já deu bastante trabalho pra escrever esse trechinho.
Até breve!